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Rompimento do namoro...

por vidanapenumbra, em 26.06.13

 

fim

 

 

      Escrevo, pois assim sei que poderas ler e reler os motivos que me levaram a tomar esta atitude

 

      Hoje perguntaram-me então a moça, - ou nas minhas não definições - ” Hello Kitty, Anna montana ou Mar kaliente”; de sorriso forçado respondi “está tudo bem”, depois fui até ao meu cantinho e enquanto me saltavam gotas dos olhos, fazia um questionário a mim próprio, “que se passa?”, “fiz ou disse algo que magoasse?”, “porque não diz nada?”
     Sabes, tenho vindo a observar que estamos cada vez mais longe, não digo fisicamente porque essa parte já sabemos (Portugal – Inglaterra), falo do sentimento que nos unia.
     Talvez seja saudade, talvez seja apenas uma fase, talvez seja precipitação, talvez a pressa de que tudo se defina… não sei. O que posso afirmar com toda a certeza é que tive um grande prazer dividir momentos da minha vida contigo, não pelo sexo (também importante) mas para mim é bem mais importante a outra parte – a alegria e felicidade de estar com uma pessoa e não querer que o tempo passe.
     Lembro-me que no início tive dificuldade em passar as barreiras da minha insegurança. Talvez tenhamos passado rapidamente em etapas como “conhecer, gostar, amizade, namorar e amar”. Talvez tenhamos feito alguma jura de luta contra o tempo
     Engraçado como tudo passa tão rápido, ainda ontem era “tenho saudades tuas”, “amo-te”, depois apenas silêncio de ambas as partes e hoje estamos a terminar o esboço de uma história que de facto não começou.
     Estou a tentar ser o mais franco contigo como sempre tentei ser
     Eu sei que a culpa nunca é solteira e por isso assumo a minha parte desde já.
     Já há alguns dias que reparo o como é cansativo para ti falarmos ao telefone (único meio que temos grátis). Dizes que ficas sem assunto passados 2 min – sabes que aceito mas no fundo não compreendo - podes simplesmente falar da rotina do trabalho, do clima, do acidente que houve na rua etc, quando se quer até o assunto “big brother” serve.
     Sei que (mesmo sem culpa), muito contribui com o meu reboliço de vida, com os meus problemas familiares e as minhas não definições.
     O que poderíamos ter feito diferente? … Nada – o que acontece, acontece por algum motivo e muitas vezes não temos total controlo sobre a nossa vida.
     Talvez devesse ponderar mais? … Provavelmente sim ou não. O que acredito é se nutro algum respeito pela outra parte, o que sinto devo dizer mesmo saindo prejudicado.
     A distância… sim, nunca a devia ter subestimado. Acredito que seja uma das que mais afectou na sensação de afastamento; ritmos de vida diferentes, pouca sincronização talvez…. Enfim tudo serve para justificar o nosso presente talvez inconscientemente esperasse por isso.
     A nossa relação – se assim podemos chamar - é mantida na expectativa de eu voltar, de termos o mesmo sentimento, que fiquemos para sempre mais perto. É óbvio que mais perto é diferente pois o sentimento vai sendo alimentado, mas longe tudo fica desigual e tanto fica por dizer.
     Não é de todo minha pretensão magoar ou exigir o que quer que seja; na verdade gosto demasiado de ti para tal. O que pretendo é que sejas feliz e não vivas sobre as incertezas de outros – talvez, se calhar, pode ser que, se…talvez…se -(neste caso eu cheio de duvidas).
     Só para acabar este longo texto, vou pedir-te dois favores:
     1 -Que me perdoes a cobardia de não o dizer pessoalmente e que um dia (não agora) possamos falar abertamente sobre tudo isto
     1 -Que não mudes o teu perfeito das tuas imperfeiçoes, a tua beleza, sensualidade, inteligência, diversão e protecção, alguém bem mais perto vai merecer isso.

 

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publicado às 17:29


A tão esperada carta

por vidanapenumbra, em 13.08.08

 

Sem sombra para duvida, estou a caminhar para a minha autonomia, infelizmente vem tudo um pouco tarde… mas, mais vale tarde que nunca.
Não me posso queixar destes últimos tempos, tem sido realmente um cumprir de alguns objectivos que há muito eram esperados na minha vida. Foi a colónia de férias que adorei (foi como aprender a dar o 1º passo); foi o meu aniversário que foi diferente e muito divertido (o dar valor a quem gosto) e agora a carta de condução (o ser livre).
Fiquei triste porque não passamos os dois (eu e a minha colega), era um misto de alegria com tristeza, não sabia se sorrir ou estar solidário para com ela; optei pela segunda hipótese por uma questão de respeito; mas quando cheguei a casa era só pular de alegria, depois de tanto tempo de espera e finalmente consegui o bilhete para a autonomia.
Para me aproximar dos outros, fazer o que preciso fazer, ir onde quero sem esperar por boleias e favores.
Acredito que agora irei ganhar a experiência da estrada, porque se antes tinha sempre alguém ao lado, que a qualquer momento carregava no travão, agora serei eu que tomarei as consequências de uma boa ou má condução.

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publicado às 21:51


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