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Série Positivos - Episódio 07x01

por vidanapenumbra, em 10.03.14

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publicado às 19:12


Campanha HIV

por vidanapenumbra, em 12.02.10

 MG:

Confesso que fiquei muito satisfeito quando hoje, ouvi na radio pela primeira vez, a nova campanha “se eu fosse seropositivo…”.
Trata-se uma campanha contra a discriminação em relação aos portadores do HIV. Várias personalidades da vida pública deram a cara por esta campanha.
Esta campanha, intitulada “Se eu fosse seropositivo…», expandiu-se, com grande sucesso, a quase todos os países. O grande desafio desta iniciativa é fazer com que o público em geral seja confrontado com a seguinte questão: "Como reagiria, se uma figura pública que reconhece e admira pelo seu trabalho, pelo seu talento ou pelo seu carisma, fosse seropositiva?"
 
Por isso, a SER+ e o GAT “desafiou" personalidades da vida pública portuguesa que, pela sua notoriedade, trabalho e carisma, podem contribuir para uma mudança de opinião nos outros, ajudando a romper com estigmas e preconceitos e, para o fortalecimento da mensagem de apoio e solidariedade às pessoas que vivem com esta infecção, reafirmando a ideia de que a sociedade em geral está a lutar por elas.
Com este projecto estamos a contribuir para dar maior dignidade a estas pessoas, que sentem que o silêncio é a melhor arma que possuem para lutar contra as injustiças que são vítimas se denunciarem a sua seropositividade.

Aqui fica o site da campanha para aceder: www.seeufosseseropositivo.com

 

MG

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publicado às 00:59


Dia mundial contra a SIDA

por vidanapenumbra, em 01.12.09

MG:

Aproveito a oportunidade do blog e do VNP, para partilhar convosco um texto que foi escrito à algum tempo, e que é uma parte da minha vida.

Porque resolvi partilhar? Bem porque o dia de hoje faz-me acreditar que há esperança e consequentemente as mudanças hão-de surgir.  Na altura que o escrevi senti-me muito sozinho, sem informação, mas quero revelar este texto, para que outros não pensem como eu, não pensem que são os unicos a ter este problema.

 

A angústia perseguia-me já a algum tempo; saber ou não se estava “doente”.A verdade é que tinha tido práticas sem cuidado e isso ainda me aterrorizava mais.
Fiz uma pesquisa na net e soube que poderia fazer o teste anónimo e gratuito num CAD. Combinei com uma amiga que iríamos fazer o teste juntos, o que acabou por não se concretizar por desencontro de tempo. Continuava com a mesma angustia e incerteza e resolvi faze-lo sozinho.
Nunca tinha feito um teste, estava confiante mas queria ter a certeza de que tudo estava bem e que “ as relações sem cuidado”, não me tinham afectado e que apartir daquele susto iria ter mais consciência.
Entre enfermeira e psicóloga, em pouco tempo tive uma resposta “não muito positiva”, tentei controlar-me e pensar “não pode ser”, “o laboratório, vai dizer que esta tudo bem, e o 1º teste foi engano”
Já ca fora, sentia a minha vida andar para trás; sabia que tinha o vírus e a esperança do resultado do laboratório ser diferente era cada vez mais nula.
Estava numa mistura de sentimentos, confuso por não saber como reagir, ter esperança ou cair na realidade; se continuar a fazer as orações e reflexões por um deus que não me desviou; raiva por ter sido descuidado.
Foi a pior altura da minha vida, apenas queria ouvir a voz daqueles que amava, sem que me fizessem perguntas, como se estivesse tudo normal. A minha mente traia-me e só pensava no mesmo; queria dizer a alguém “Socorro”, mas as palavras não saíam, apenas as lágrimas; essas impossíveis de controlar.
Tinha um dia de trabalho pela frente mas não consegui estava demasiado assombrado; e encarar esta minha nova realidade não estava a ser fácil.
Falei a 2 pessoas, uma familiar (mãe), e outra uma grande amiga de infância. A primeira por respeito e dever moral. Mãe é mãe, e apesar do pouco tempo que passamos juntos ela saberia que algo não estava certo. Lembro-me que ao telefone entre lágrimas, soluços e insistências para adiarmos e falar pessoalmente, de lhe pedir continuamente desculpa….desculpa.
Ela estava preocupada e isso era notório; eu não aguentava mais estar a esconder, adiar e acabei por revelar. Do outro lado ouvia-a “Não… Não… Não… Não pode ser, o meu filho”, ela estava acompanhada e ainda bem porque acabou por desmaiar com o choque.
A segunda foi porque sempre foi a minha conselheira e já estava completamente desesperado, sentia-me a cair num buraco sem fundo, onde pedia ajuda e ninguém me ouvia. Ela ficou chocada, nunca pensou ouvir da minha boca tal coisa; falamos pouco tempo comparado com o habitual e ficou de me ligar depois.
Nessa noite, senti-me como que atropelado por um camião sem tamanho à vista.
Agarrado ao computador, ás fotos da família, chorava e passava a mão na face das pessoas que me eram queridas e pedia desculpa.
Falei com a direcção do trabalho dizendo uma desculpa e fiz as trocas necessárias para que no dia seguinte pudesse estar no colo e amparo da minha mãe.
 Nada fazia sentido, as minhas orações para que houvesse um mundo melhor, as reflexões para que fosse sempre um homem justo. Sempre acreditei; ou tinha necessidade de acreditar que havia algo superior a que uns chamam Deus, Ala, Buda, Cristo, Jesus ou outra coisa qualquer que é o mesmo; mas era um “Deus”que era compreensível, justo e cheio de amor, e que o sofrimento seria para quem fazia o mal.
As conversas com as 3pessoas (mãe, amiga e psicóloga), que sabiam do problema eram fundamentais e eu tentava amenizar o problema. “Não és o único, e podes ter uma vida mais ou menos normal; até ter filhos, basta uma lavagem ao esperma; podes ate ter relações desde que uses o preservativo para não te prejudicares a ti nem aos outros”, “Qual é o problema? Não está escrito na testa”. A verdade é que não se vê, mas sente-se corroendo-nos.
Um mês depois…
A minha amiga tem sido incansável na procura na net de artigos que falem sobre isso… ao fim ao cabo de respostas.
A minha mãe, quer sempre ir comigo as consultas; talvez para que eu saiba que me apoia; ela foi-se muito abaixo e acho que na mente dela eu estou a morrer. A ultima vez que estive com ela era eu a dar-lhe apoio e não o contrario.
Em relação a mim, tenho aguentado dentro dos possíveis e com algumas alterações; o sorriso cada vez mais difícil de sair, uso sempre uma peça de roupa preta; a nível emocional será sempre o mais complicado não me estou a ver ter uma relação sem que antes esteja tudo esclarecido, o que é necessário falar abertamente, o que também não me estou a ver falar.
Parece que á minha volta se levantaram muros e se taparam as portas
Enfim…. O emocional vai ter muito que esperar; a verdade é que já consegui guardar emoções e sentimentos amorosos; mas sinto-me vazio, como me faltasse qualquer coisa, como se houvesse cabeça, tronco (vazio e sem coração), e membros. Alguém vazio, alguém que deixa o mundo andar à roda no sentido contrario sem nada poder fazer.
Sinceramente tenho medo deste vazio e do que o futuro me reserva.
Neste momento sinto que perdi parte da alegria, do sorriso. Só me resta a esperança por muito pequena que seja.
Sempre pensei, estou num inicio portanto não vou precisar de medicamentos e assim vou conseguir digerir/aceitar melhor.
E ai estou eu, com medicamentos para justificar (caso alguém pergunte porque tenho que tomar todos os dias), um assunto por resolver (a aceitação), e um assunto também muito pendente (o amor).

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publicado às 02:14


Férias (continuação)

por vidanapenumbra, em 20.09.08

2ªsemana Setembro

 

(Continuação)

Apesar da semana anterior ter sido espectacular, nada como o nosso lar, a caminha (em que a mãe aconchega-se a nós), e as nossas coisas.
Voltei à rotina mas também à dificuldade que tenho em compreender a minha família e seus hábitos, talvez por não ter sido educado neste tipo de ambiente.
O meu irmão, que não quer fazer nada e dorme durante o dia e pela noite fora anda na vadiagem, enquanto a minha mãe acorda sobressaltada durante a noite e me pede para ir ver se o meu irmão já chegou (ela não dorme e não deixa que eu durma).
A minha mãe todos os dias tem alguma coisa para fazer: ir ao posto médico fazer o penso, o treino (ir para o WC e fazer as necessidades), tomar banho, consultas, ver a família ou simplesmente ir aqui ou ali. Eu como estou tão pouco tempo lá não me importo mas enerva-me ver o meu irmão no sofá enquanto ando para aqui e para ali; então quando digo “mãe hoje vou sair”, arranja mil e uma coisa para se fazer. Acredito que o faça porque se sente mais segura e sempre tem alguém que não seja só para empurrar a cadeira mas também que possa dar uma opinião e explicar. Ela sabe que se me encontrar ao pé dela enquanto ela estiver a “dar nas orelhas” do meu irmão, ele não lhe responde de forma agressiva e se o fizer eu estou lá e falo com ele de maneira a que ele perceba o porque de se estar a agir assim, (vale-me a experiência profissional neste ramo); a minha mãe é uma pessoa muito nervosa e revoltada e por muito que queira não consegue manter-se num determinado tom de voz ou fazer o prosseguimento da conversa no sentido que ela quer e, até onde quer.
 Bem deixando um pouco de lado a família e suas imperfeições, vou contar uma coisa que me fez uma certa confusão. Uma família amiga do nosso lar, foi ter com a minha mãe, que apesar de ter muitas falhas (como todos nós) é muito amiga e boa conselheira para lhe falar de uma questão que a segurança social (que tinha a tutela de uma das irmãs), ter alertado para o facto da menina que esta família cuidava (3/4 anos) ser portadora do vírus HIV. A minha mãe, não sabendo que aconselhar chamou-me na esperança que eu pudesse dizer que deviam fazer e como se orientar. Falei-lhe dos CAT’s que estão espalhados por todo o pais (são anónimos, gratuitos e em poucos minutos se tira as duvidas). Reparei que a Sra. estava em pânico e sem saber que fazer, disse-lhe que iria ver na Internet onde se encontrava o mais perto. Ela agradeceu-me e contou a história toda; parece que a mãe desta pequena já sabia que era portadora deste vírus e mesmo assim teve 3filhos (todos ainda pequenos e cada um de seu pai). Não soube mais nada, apesar de estarmos muitas vezes juntos no café, e por mais que tentasse não conseguia deixar de pensar na pobre criança que veio ao mundo sem culpa nenhuma e reparava que esta menina quando se enervava arrancava os cabelos e se deitava no chão a chorar, ninguém lhe ligava nenhuma pois parecia ser normal (que para mim não o é), sentia-me como se a devesse proteger, (por ser uma bebé e já a considerar de grande coragem por aquilo que mais tarde iria ter de enfrentar), a verdade é que a menina andava sempre atrás de mim para pequenas brincadeiras e miminhos. No penúltimo dia, infelizmente tive conhecimento de mais dois casos deste tipo.
No dia que devia regressar ao trabalho (eu já nos comboios), a minha mãe liga-me para ir ver um carro que me tinham arranjado e que estava segundo um mecânico amigo dela “em muito bom estado”. Fui ver e fiquei com ele, falta passar para o meu nome e tratar de toda a papelada necessária.

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publicado às 19:30


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